Olá famílias, 

Eu já tinha ouvido falar sobre o jogo Pokémon Go e vi algumas publicações nas redes sociais, mas só me dei conta mesmo de que se tratava de algo que havia dominado as crianças, adolescentes e adultos, quando em um passeio numa praça grande aqui da cidade, me deparei com muitas pessoas caçando os Pokémons.

Eu confesso que fiquei assustada, pois eram muitas pessoas andando, correndo e todos com o celular a frente, uma cena meio bizarra e, imediatamente já veio o julgamento negativo a minha mente sobre o jogo. 

Procurei me informar sobre o assunto e cheguei a conclusão de que como todos os jogos eletrônicos, é importante observar os pontos positivos e negativos que eles podem exercer sobre a vida de qualquer um.


Pontos Positivos:
  • A pessoa que joga Pokémon precisa sair do lugar em que está. A caminhada faz com que a pessoa se movimente e a combinação entre ocupar a mente e o corpo é benéfica para distrair a pessoa.
  • É preciso obter recompensa como Pokébolas ou Poções. Dessa forma a pessoa conhece outros lugares de sua cidade em busca dessas recompensas. 
  • O jogo é um ótimo estimulador para o cérebro, pois o jogador precisar ter um plano estratégico para capturar os monstrinhos.
  • Em busca de Pokémons em lugares diversos, os jogadores podem desenvolver novas amizades, pois todos estão em busca do mesmo objetivo.
  • O jogo pode ajudar a combater a depressão, pois em contato com outras pessoas, sair de casa, pegar sol e passear, são atitudes que distraem a mente.

Pontos Negativos:
  • Por estar muito concentrado à tela do celular, o jogador fica desatento ao que está ao seu redor aumentando o risco de acidentes e assaltos.
  • Como qualquer outro jogo existe o risco do jogador de Pokémon Go ficar viciado. É preciso ter um tempo estipulado para o acesso a este e a outros jogos. 
  • Por ficar muito tempo olhando para  a tela do celular a pessoa pode ter: dor de cabeça, desconforto visual e pela má postura: dores nas costas, torcicolo e desconfortos posturais.

Não só o Pokémon Go, mas qualquer outro jogo ou atividade precisam ser equilibrados. Excesso não traz benefícios e isso serve pra qualquer área de nossas vidas. Pokémon Go pode trazer diversão sendo conciliado às atividades do dia a dia.

Abraços, Genis ;)

Olá famílias, 

Conheço algumas pessoas que por conta da endometriose não puderam ter filhos biológicos, outras que sofreram muito com fortes dores, não sabendo que era endometriose. As causas da endometriose não são muito claras e o tratamento varia em cada caso. A doença é considerada uma das principais razões da infertilidade feminina, atingindo de 10 a 15% das mulheres em idade fértil. Estudos com grupos específicos de mulheres com dor pélvica ou com dificuldade para engravidar mostraram que a prevalência da endometriose beira os 40%. Pensando nisso, achei relevante trazer esse assunto para o blog. Fiquem atentas! O caso é mais comum do que imaginamos! 

O Dr. Diogo Rosa, um dos coordenadores do setor de endoscopia ginecológica do Grupo Perinatal, responde a algumas perguntas sobre a relação entre endometriose e infertilidade:

1. O que é a endometriose?
Nada mais é que uma condição na qual o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo. E essa formação de tecido sobressalente, normalmente, aparece nos ovários, intestino, no reto, na bexiga e na membrana que reveste a pélvis, embora possa aparecer em outros órgãos. 

2. Há sintomas? Como posso saber se tenho?
Pode se manifestar com muita dor ou se apresentar de forma silenciosa, portanto o diagnóstico é feito com base na história clínica da paciente, correlacionado ao exame físico e ginecológico. Como os sinais da doença podem passar despercebidos, mascarando a gravidade da lesão, é importante ir ao médico regularmente. O diagnóstico de certeza da endometriose só é feito através da biópsia da lesão encontrada, o qual é, geralmente, feito através de um procedimento cirúrgico. Não existe prevenção para a endometriose.

3. O que uma mulher com endometriose deve fazer se quiser engravidar?
Por ser uma causa possível de infertilidade, a mulher sabidamente portadora de endometriose deve fazer acompanhamento com o seu ginecologista para avaliar a evolução da doença. As avaliações clínicas e os exames complementares pertinentes serão individualizados, dependendo da gravidade da doença e da dificuldade ou não para engravidar espontaneamente. Ou seja, serão adequadas caso a caso.

4. O uso desses métodos contraceptivos, como pílulas e DIU, influencia nesse processo?
Sim. Essas substâncias podem servir como tratamento da endometriose. O controle clínico da doença é feito através do uso de terapia hormonal. Existem diversas opções para este tipo de terapia, através de pílulas a base de progesterona isolada, terapia hormonal combinada (anticoncepcionais), medicações injetáveis e em casos específicos até o DIU medicado com progesterona.

5. Quais os tipos de tratamento?
A escolha do tipo de tratamento a ser utilizado depende de vários fatores, mas pode ser feito clinicamente, à base de hormônios, ou com intervenção cirúrgica, em casos específicos, para a retirada de focos da doença. Existem diversas opções para o controle clínico hormonal. Pode-se utilizar progesterona isoladamente ou terapia hormonal combinada, como os contraceptivos orais. Usam-se também medicações hormonais injetáveis e, em casos específicos, um dispositivo intrauterino (DIU) à base de progesterona.

6. Qual a rotina dessa mulher que deseja engravidar?
Levando em consideração que o tratamento deve ser individualizado, a paciente que deseja engravidar deve seguir uma rotina de avaliação periódica com o ginecologista. O intuito é avaliar a evolução da doença, uma vez que a endometriose pode interferir negativamente na fertilidade, tanto pela possibilidade da doença levar a alterações na anatomia do sistema reprodutor feminino (trompas e ovários), como também pela ocorrência, em alguns casos, de alterações imunológicas causadas pelo processo inflamatório crônico, advindo da doença. Assim, a rotina de uma paciente que deseja engravidar deve estar pautada em uma boa relação médico-paciente, para que se possa fazer o melhor acompanhamento da evolução da doença, com exames periódicos pertinentes.

7. A questão da idade influencia no tratamento?
Podemos analisar esta questão, subdividindo-a em dois aspectos: o tratamento da endometriose em uma paciente que quer engravidar e o tratamento evolutivo da endometriose fora da perspectiva de uma gestação. Na paciente jovem que quer engravidar o tratamento deve ser precoce e, em alguns casos, a conduta tende a ser mais intervencionista objetivando o sucesso da gravidez. No segundo caso, deve-se levar em conta que a endometriose é uma doença da mulher que menstrua, doença do período fértil, com influência hormonal. Sabe-se que na menopausa os sintomas tendem a atenuar-se bastante ou até mesmo a desaparecer. Deste modo, quanto mais próximo ao período da menopausa, mais conservador tende a ser o tratamento, procurando poupar ao máximo a mulher de um procedimento cirúrgico.

8. Quando deve acontecer uma intervenção cirúrgica?
A cirurgia é uma das opções de tratamento, que não deve ser generalizado. Cada caso deve ser avaliado individualmente e a decisão sobre a melhor proposta terapêutica será tomada em conjunto, médico e paciente, após avaliarem todas as opções disponíveis. A escolha deve levar em conta o objetivo principal da paciente, que pode ser: melhora da dor, tratamento de infertilidade ou evitar progressão da doença para órgãos próximos, como intestino e vias urinárias.

A decisão sobre a melhor forma de tratamento deve ser discutida com um especialista, bem como o acompanhamento do caso, de forma a amenizar os males que a doença possa causar. Para o Dr. Diogo, o que tem de positivo nisso tudo é que houve um avanço considerável na investigação e no tratamento da endometriose. “O que proporciona bem estar às pacientes, possibilitando em inúmeros casos que as mulheres com dificuldade de engravidar possam constituir suas famílias”, comenta.

Não considere dores ou mal estar como coisas comuns. Comum é se sentir bem! Ao menor sintoma, procure um especialista. Eu não dispenso as consultas e exames de rotina.

Abraços, Genis Borges ;)