Quando eu era criança ouvi muitas vezes esta expressão "Dente de ferro!" Todos os que usavam aparelho recebiam este apelido.

Ainda hoje vemos crianças de aparelho e a cada dia as técnicas de correção ortodôntica estão mais avançadas e com isso o benefício é de nossas crianças. 

Mas, quando a criança deve começa a usar aparelho? Depende do tipo de amamentação, do tipo de respiração, dos hábitos alimentares, dos hábitos para funcionais, de fatores genéticos... Depende de cada criança!

Alguns problemas de desenvolvimento necessitam de intervenção ainda quando os dentinhos decíduos (dentes de leite) estão presentes, outros na dentição mista, outros na dentição permanente, outros passam por todas estas fases e outros ainda, iniciam em uma fase, faz-se uma pausa e depois continuam em outra. As possibilidades são muitas!

Um profissional especialista em ortodontia e ortopedia fará a melhor avaliação para o caso específico de seu filho e conduzirá o tratamento com o objetivo de harmonizar os problemas de desenvolvimento para que no fim ele tenha dentes bonitos, alinhados e com uma função perfeita. Mas veja bem: Um tratamento ortodôntico visa muito mais do que do que estética.

Já que o tipo de amamentação influencia no desenvolvimento da criança, eu gostaria de aproveitar esta postagem e falar um pouco sobre o assunto...

Desde os primeiros minutos de vida o bebê está se desenvolvendo. A amamentação é responsável pelo futuro da criança. É importante durante a gravidez preparar as mamas para amamentar, assim  seu bebê gozará dos benefícios da amamentação que são:

  • Desenvolvimento do sistema respiratório. A respiração nasal e a sincronização da respiração. Uma criança que não foi amamentada no seio pode apresentar respiração bucal que acarreta muitos prejuízos para a criança, inclusive na sua boquinha. A respiração nasal é de extrema importância porque é através das fossas nasais que os receptores neurais enviam informações aos centros vitais sobre concentração de oxigênio, umidade, pressão e como resposta obtém a ventilação pulmonar adequada para seu bebê.
  • A amamentação, a respiração e posteriormente a mastigação, cujo desenvolvimento depende da amamentação no seio,  promoverá o desenvolvimento normal  do crânio facial e  seu posicionamento com relação ao crânio cefálico.
  • A deglutição madura, que está relacionada com a mastigação, se alcança através dos movimentos necessários para amamentação aonde são sincronizadas a articulação da mandíbula, contração muscular, vedação da língua, função respiratória e a deglutição.
Por isso na amamentação o bebê não faz simplesmente sucção, na verdade ele ordenha e essa ordenha tem 3 fases fundamentais:
  • Respiração nasal
  • Movimento da mandíbula
  • Excitação da articulação temporomandibular
O bom desenvolvimento de todas essas fases, só acontece quando o bebê é amamentado no seio. As mamadeiras, muito utilizadas nos tempos modernos, satisfazem apenas as necessidades nutritivas do recém nascido, mas as consequências da substituição da amamentação no seio pela mamadeira são: 
  • Respiração inadequada
  • Falta de desenvolvimento da mandíbula
  • Falta de sincronia entre respiração e deglutição
Quando nascerem os dentinhos a musculatura do bebê não será forte o suficiente para realizar uma correta atividade mastigatória, a preferência alimentar será por alimentos moles, pouco fibrosos e macios o que causará movimentos inadequados de mastigação podendo resultar em desequilíbrios oclusais, desequilíbrios no crescimento ósseo da face, seus dentinhos não sofrerão o desgaste fisiológico necessário, e aumenta o risco de adquirir respiração bucal.

Todas essas consequências podem levar seu filho a necessitar de correção ortodôntica/ortopédica! Se você não consegue amamentar seu filho alguns profissionais como o odontopediatra, a fonoaudióloga, a enfermeira podem  ajudar a diminuir esses danos.

Por isso mamães, preparem suas mamas e alimentem seus bebês! Nem sempre é fácil, mas é extremamente necessário!





Olá famílias,

Desde meu post sobre Fimose e Parafimose que tenho recebido muitas perguntas sobre o assunto. Então, resolvi pedir ajuda à um especialista para falar melhor sobre fimose. 

Geralmente, 90% dos meninos apresentam fimose nos primeiros meses de vida – isso significa que eles têm dificuldade, ou mesmo impossibilidade, de expor a glande (“cabeça” do pênis) porque o prepúcio (pele que recobre a glande) tem um anel muito estreito.


Segundo o pediatra Juarez Furtado, quase 90% dos meninos já conseguem expor a glande aos três anos de idade, e é aconselhável esperar para ver se o problema regride naturalmente apenas com tratamentos e alguns cuidados.

A fimose pode apresentar diferentes graus de complicação. Veja quais são eles:
  • Grau 1: o estreitamento é tão severo que não permite a visualização do orifício da uretra. Durante as micções, forma-se uma bexiga de urina na extremidade do pênis.
  • Grau 2: só é possível ver parte da glande, mas não dá para exteriorizá-la.
  • Grau 3: é possível expor a glande, porém, forma-se um anel que “aperta” o pênis.

Atenção redobrada na higiene
A fimose pode ser causada por diversos fatores. Existe a congênita, quando a criança nasce com o anel muito estreito, mas, de acordo com Juarez, o motivo mais comum são as assaduras (dermatites amoniacais de fraldas), que evoluem para as postites (infecções no local), e cicatrizes (fibrose). “Como cicatrizes sempre retraem a pele, isto torna o anel prepucial mais estreito”, explica o pediatra.

A cirurgiã pediátrica Fabíola Leonelli Diz salienta que a fimose adquirida pode ser evitada com boa higiene e suspensão das “massagens”, para não traumatizar o local e prevenir fibrose cicatricial da glande.

Tratamentos e cuidados
De acordo com a cirurgiã pediátrica, é preciso levar em consideração alguns fatores como idade, grau da fimose, histórico da criança e experiência do especialista. “Atualmente, existem tratamentos conservadores, utilizando corticoesteroides na forma de pomadas ou cremes para descolamento do prepúcio, permitindo alargamento do anel da fimose, mas com resultados pouco satisfatórios na fimose de grau 1. Quando o tratamento conservador falha, é indicada a cirurgia denominada postectomia”, explica.

Segundo Juarez, muitos homens passam a vida toda com fimose, sem apresentarem problemas. Mas, em casos mais graves, há risco de provocar processos infecciosos da glande, levando a estreitamento do canal urinário e dificuldade para urinar, podendo chegar até a insuficiência renal, além de dificultar a higiene, o que contribui para o aparecimento do câncer peniano após os 60 anos, de acordo com o especialista.

Quando optar pela cirurgia?
A cirurgia é indicada em alguns casos, e apenas um médico pode avaliar o caso. Normalmente, ela é feita após os três anos de idade, embora possa ser recomendada em crianças mais novas, dependendo da gravidade do problema. Fabíola explica que o procedimento é realizado preferencialmente sob anestesia geral e é ambulatorial, ou seja, a criança recebe alta no mesmo dia, algumas horas após a cirurgia. Para que o procedimento seja completado com sucesso, os cuidados pós-operatórios são muito importantes.


O período de recuperação pode variar de 7 a 21 dias e, nessa fase, a criança precisa se manter afastada de atividades que possam traumatizar o pênis, como andar de bicicleta, brincar com bola, andar de skate ou patins, etc.

Texto: Tereza Guedes | Programa ESCOLAS DO BEM

Conteúdos voltados para orientação de pais e educadores disponíveis diariamente no aplicativo “Programa ESCOLAS DO BEM”, no site www.escolasdobem.com.br e na fanpage www.facebook.com/ProgramaEscolasDoBem.



Olá famílias, 

Entender o choro do bebê não é uma tarefa fácil mesmo para as mamães mais experientes. Quando José Marcos tinha poucos dias de vida saímos de madrugada para o hospital, porque não sabíamos o que fazer para ajudá-lo, pois o choro não cessava. O choro de um bebê é sempre perturbador. Quando ele chora porque está sentindo cólica, é ainda mais estridente, inconsolável e pode durar mais de três horas. Essa situação parece um pesadelo para os pais exaustos com a mudança de rotina que um bebê provoca nos primeiros meses de vida. No entanto, “é uma condição normal e transitória”, tranquiliza a pediatra Priscilla Pereira. A cólica “é causada por um espasmo ou contração intestinal benigna e a tendência é que diminua gradualmente após os três meses de vida”, explica a especialista.


Algumas dicas são importantes para identificar se o chorinho do bebê é devido à cólicas, pois os sinais são claros e podem ser identificados facilmente, basta prestar atenção ao tipo de choro e nos movimentos que ele executa com o corpinho. Se for cólica, costuma apresentar o seguinte comportamento:

  • Choro intenso, estridente e agudo, inconsolável, que dura cerca de três horas.
  • Repuxa as perninhas e arqueia as costas para trás, repetidas vezes.
  • Melhora depois que faz pum ou cocô.

As cólicas podem surgir a partir de duas semanas após o nascimento e durar até o terceiro ou quarto mês de vida. Segundo Giselle Januzzi Zequi, médica pediatra e neonatologista, “o choro e a irritabilidade sem causa aparente, com duração de três ou mais horas por dia, acontece em pelo menos três dias da semana, por uma a três semanas seguidas, num bebê normal”.

Pode ser intolerância à lactose!

A intolerância à proteína do leite (lactose) é uma das possíveis causas das cólicas dos bebês. Somente um pediatra poderá fazer a investigação adequada para descartar essa hipótese ou tratar adequadamente o problema.

“Se houver comprometimento do peso, sangramento nas fezes, sintomas respiratórios, constipação intestinal, especialmente em bebês que estão usando fórmula láctea, é preciso considerar que pode ser alergia à proteína do leite de vaca”, afirma a pediatra e neonatologista Giselle Januzzi Zequi.

O que fazer para melhorar?

Para ajudar, pense apenas que bebês sempre choram e procure não se desesperar com isso, buscando alternativas para aliviar o desconforto. Tente aplicar algumas das dicas a seguir. Algumas crianças se acalmam com banho quentinho, outras quando são massageadas. Para acabar com o sofrimento, vale a pena tentar!

Enroladinho – Se estiver se movimentando muito, irrequieto e agitado, tente enrolá-lo em uma manta ou cueiro. Ao reduzir os movimentos, o bebê sente como se estivesse protegido, lembrando de como estava dentro da barriga.

Barriga para baixo – Coloque-o com o abdômen para baixo nos braços, de forma que fique apoiado no seu antebraço e sua mão possa ficar em contato com a barriga do bebê. Nessa posição, chamada de “aviãozinho”, o abdômen fica levemente pressionado e é possível fazer uma massagem suave na barriguinha.

Barulhinho bom – Sons repetitivos também acalmam os bebês. Tente cantarolar uma cantiga bem calminha ou emita sons no ouvidinho, como se estivesse imitando uma chaleira, por exemplo.

Massagem antigases – Com as mãos em forma de concha, faça movimentos circulares, bem lentamente, partindo da base da costela em direção ao púbis, fazendo leve pressão. Use creme ou óleo para deslizar melhor.

Exercício com as pernas – Deite o bebê de barriga para cima e, segurando em suas perninhas, estique e flexione os joelhos, de forma que a coxa pressione levemente a barriguinha. Alterne as pernas durante o movimento, como se estivesse andando de bicicleta.

Compressa quente – Para aquecer a barriga, use bolsa de água quente ou fralda aquecida no ferro de passar roupas, com cuidado para não queimar a delicada pele do bebê. O calor dilata os vasos, aumenta o fluxo de sangue e relaxa os músculos.

Banho relaxante – Mesmo que esteja limpinho, dar outro banho quentinho pode ajudar a relaxar e a aliviar as dores. Além da banheira, existem baldes próprios para banhar bebês, que deixam a criança em posição fetal, ajudando a acalmá-la.

É importante lembrar que os bebês não devem ser alimentados com nada além de leite materno nos primeiros meses de vida. Os pequenos que são alimentados com leite materno recebem da mãe os nutrientes dos alimentos que ela consome. “As mães que amamentam podem diminuir a incidência das cólicas ao adotar uma dieta saudável, rica em frutas e legumes”, recomenda Priscilla. Além de escolher os melhores alimentos, a pediatra orienta para consumir dois litros de água por dia e evitar bebidas alcoólicas, refrigerantes e cafeína.

Para reduzir o risco, vale a pena evitar o consumo de chocolate, chá-mate, chá-preto, chá-verde, alimentos ricos em enxofre (repolho, couve-flor, brócolis), alimentos industrializados que contenham corantes e conservantes, excesso de açúcares e leguminosas (feijão, lentilha, etc.). Foi exatamente o que fizemos por aqui, mudei toda a alimentação para evitar as cólicas em José Marcos e deu certo.

Para diminuir os gases, Flávia indica que a mãe consuma chás digestivos, como o de camomila, erva-doce e de hortelã, “pois favorecem a digestão e, consequentemente, evitam a formação de gases”.

Não há remédio?

Alguns medicamentos antigases são comumente receitados pelos pediatras, como dimeticona ou simeticona, mas podem não resolver totalmente o problema. “Atualmente, os estudos estão mostrando bons resultados com probióticos, mas ainda precisa de mais pesquisas”, revela a pediatra Giselle.

Busque orientação do pediatra antes de oferecer qualquer medicamento ao bebê. Ninguém melhor do que o especialista para indicar a conduta mais adequada para enfrentar essas crises.

Texto: Renata Raposo / Programa ESCOLAS DO BEM (algumas adaptações feitas por mim)
Fontes
Flávia da Silva Santos, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera de Niterói, RJ
Giselle Januzzi Zequi, médica pediatra e neonatologista
Priscilla Pereira, pediatra chefe da clínica Doktor’s (www.doktors.com.br)